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Tenho o que mereço?


Diz o ditado popular que cada um tem o que merece.

Gosto de alguns ditados populares, tal como gosto de algumas mézinhas, porque dando a devida e merecida atenção eles dizem a verdade, a "coisa" bate certo para milhares de pessoas, encaixa em muitos e talvez em todos, sejam eles quais forem.

Desde sempre, ou que me lembre que existo, fui crescendo ao abrigo de exigências das mais variadas naturezas.

Não podia sair porque isto, não podia namorar porque aquilo, não podia estudar em casa de amigas para um trabalho de grupo porque...., não podia ser federada em natação porque...., não podia seguir o meu sonho porque..., já na universidade não podia tirar o curso que sempre quis porque.... epá, toda a vida levei com "não podes", e sempre que perguntava o motivo seguiam-se os inúmeros "porques" sem nexo algum.

Actualmente não é bem o "não podes" mas o "tens que"....

Tenho que ir à festa de aniversário deste porque parece mal se não puser lá os coutos, tenho que ir ao casamento do outro porque..., tenho que sair mais cedo do trabalho porque, tenho que, tenho que....

Sabem....estou exausta.

Estou sem fôlego, sem capacidade de lidar com opiniões adversas, exausta de baixar sempre a cabeça, exausta de exigirem de mim para tudo, e lá está, quando algo não corre tão bem como previsto a culpa é de quem?

Minha, pois ´tá claro.

Amanhã comemoro mais um aniversário.

Não vai haver festa porque não me apetece.

Não venho trabalhar porque não me apetece.

Não vou cumprir exigências de horários nem de porra alguma porque é o que me apetece.

Amanhã o dia é meu e das minhas filhas, só!

Porque me apetece...so what?

Comentários

  1. Não é justo... e a minha fatia de bolo?!?

    Se é o que queres, o dia é teu... goza-o como te apetecer ;)

    ResponderEliminar
  2. e fazes tu muito bem!

    aprovrita bem o dia!!

    jcas

    ResponderEliminar
  3. Bem, incrivel como me identifiquei com isto tudo.
    Pensando bem, realmente a minha vida sempre foi neste mesmo contexto.
    também estou farta e completamente exausta, penso muitas vezes: então e eu?
    Os meus gostos?
    Os meus desejos?
    Os meus sonhos?
    Parabéns pela decisão, força.
    Bjs

    ResponderEliminar
  4. Olá Melina,

    Cheguei aqui através do blog da pestinha. Desculpa lá a intrusão :-)

    Li este teu post e o anterior e identifiquei-me bastante com as tuas palavras.

    Eu também não pude fazer uma data de coisas dessas que referes :-( E hoje, é um bocadinho assim também - tenho que fazer certas coisas, porque senão parece mal... aos outros é que nada fica mal...

    Haja paciência.

    Um beijinho e desejos de um bom dia para amanhã.

    ResponderEliminar
  5. É fácil muitas vezes dizerem para vivermos a vida em pleno quando na verdade as restrições, obrigações, aparencias ditam completamente o contrário... por isso acho muito bem fazeres o que te apetece nesse dia, é a tua prenda de anos... e com o andamento, começa tb a fazer isso mais vezes :D

    jocas

    ResponderEliminar

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Lados

Ha sempre dois lados em cada história. Um dos mais desafiantes sentidos da nossa personalidade (para quem a tem) é sermos capazes de nos colocar do outro lado. Pode ser algo demorado. Pode demorar o tempo de sabermos a historia tal como ela é. Sem rodeios. Sem espinhas. Depois é so tirarmos as nossas conclusoes.

Ecos em palavras

Não me envergonho deste amor pela escrita. Não tenho porque o fazer sequer...sou assumida em tudo o que faço e gosto, temos pena! Com o lançamento e publicação do meu livro aprendi que nunca é tarde para as nossas vontades serem satisfeitas. Era uma vontade com 8 anos e meio, na verdade o livro estava escrito desde 2006, mas foi ficando lá por casa, espalhado entre móveis e pc´s. Ia escrevendo à medida da minha vontade. Se estivesse junto do pc escrevia mais um e outro parágrafo do que já estava escrito, mas se estivesse sem acesso ao pc escrevia em papéis, guardanapos de papel, post-it´s....sempre que me ocorria qualquer coisa que pudesse acrescentar mais sentido a tantas letras... Nunca reli o que ia escrevendo, sentia o eco das palavras assim que as idealizava em papel. Pouco ou nada me importo com o que pensam sobre o que lêem, da mesma maneira que pouco ou nada me importo com o que pensam a meu respeito. Julgamentos e opiniões não são problema meu mas de outras pessoas....