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(Re)Viver com muito amor


Com as novas soluções informáticas e tecnológicas quase nem tenho fotografias reveladas, tenho-as às carradas no pc, em pen´s, cd´s. O que, a meu ver, é mau. Perdem-se muitos momentos se não revelarmos as fotos. Por outro lado é bom. Temos sempre as fotos "à mão".

Hoje perdi-me a rever momentos. Das minhas filhas. Instalou-se uma nostalgia tão boa e ao mesmo tempo tão preocupante...o tempo voa!

Da pequena-maior revi o quanto era gorducha! E mudou tanto as feições! Era uma bebé que desde que nasceu que não era muito da ideia de ter que mamar, a malandra preferia o biberão (esse ingrato que bastava inclinar um pouco e eis que o leite saía a uma velocidade mais rápida).Não mamou, não estimulou a produção do meu leite e com apenas 15 dias fiquei "seca". Chorei tanto por não ter leite!

Quando a minha princesa-anjo nasceu, e para piorar todo o mau momento, tive uma produção de leite em demasia. Tive que secar o leite por duas vezes...infelizmente não tinha bebé para amamentar. Foi um dos momentos mais cruéis que (sobre)vivi.

pequena-menor nem deixou que a mãe se instalasse na cama de recobro. Deitada ao meu lado mamava maravilhosamente. Havia leitinho e havia estímulo da parte dela. Era muito mamona! Ainda na maternidade o meu peito estava cheio de fissuras, ela mamava imenso, de 2 em 2 horas, e houve um dia que a enfermeira disse "Oh mãezinha não faça isso, vá ali à máquina e tire leite! Voçê deve estar a sofrer muito! Tem o peito em ferida!", e lembro que perguntei se isso fazia mal à bebé, e quando ela disse que não eu disse "Então deixe-a estar na maminha, nenhuma dor é tão grande como a dor da alma, e essa também aguentamos!". Nunca esqueço o que a enfermeira disse com lágrima no olho: "Olhe...já ouvi muita coisa mas nunca isso! Voçê não existe".
Houve alturas em que enquanto ela mamava eu chorava de dor, mas mordia uma fralda, respirava fundo e lá aguentava.
Até aos 6 meses amamentei a minha filha.
E adorei, e tenho muitas saudades!
É um momento cheio de prazer e amor! Um momento único!
Não concebo a ideia de como é possível tantas mães se negarem a este acto...

Comentários

  1. Eu da Iara infelizmente só amamentei mês e meio pois ela tal como a Nunu achou o biberon mais pratico.

    Para mim foi uma coisas ke mais prazer me deu na maternidade e tb tive mt pena de nao o ter feito por mais tempo.

    Beijinhos Raquel&Iara

    ResponderEliminar
  2. Ai que saudades que eu tenho...
    E de vez em quando tenho tantas saudades de um bebé cá em casa...é por estas coisas também :)
    Bj

    ResponderEliminar
  3. Olá sonhadora....tens razão...não há melhor prazer do que amamentarmos os nossos rebentos. O meu Tiago mamou até (e isto é mesmo verdade!!!!) aos 3 anos!!!!Custou-me ter que lhe tirar a maminha mas a minha avó dizia que o menino não devia passar 3 Maios a mamar (coisas antigas :-)) Mas ainda hoje olho para as fotos que tenho e trazem tão boas recordações e saudades.
    Um bem haja para ti e muitas felicidades.
    Beijinhos da Teresa de Braga :-)

    ResponderEliminar
  4. è verdade, muitas mulheres nem sabem o que perdem preocupadas apenas com a aparencia e a flacidez do peito... amamentar é dos momentos mais intimos e emocionantes que uma mãe pode ter com um filho, é logo apartir dessa altura que se criam os laços que levamos para o resto da vida!
    Do puto só consegui amamentar até a´s 2 meses e meio... ele era um "sofrego" a mamar e quando percebia que o biberão dava menos luta, escolheu a ele :)

    Deste quero ver se consigo mais tempo... o peito tb n ajudou pois nunca tive muito leite :(

    jocas

    ResponderEliminar

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Lados

Ha sempre dois lados em cada história.
Um dos mais desafiantes sentidos da nossa personalidade (para quem a tem) é sermos capazes de nos colocar do outro lado.
Pode ser algo demorado.
Pode demorar o tempo de sabermos a historia tal como ela é.
Sem rodeios.
Sem espinhas.
Depois é so tirarmos as nossas conclusoes.

Sentes não sentes?

Se soubesses a falta que me fazes...
Sabes não sabes?
Sentes daí não sentes?
Assim como sabes o quanto me orgulhava de ti, da tua garra e coragem para enfrentar aquelas névoas todas, estavas sempre com "aquela" determinação só tua, mesmo quando por dentro tinhas aquelas dúvidas e medos e...
Continuo a sonhar contigo, connosco, com a tua gargalhada, com o teu abraço, com a tua mão a apertar a minha, passávamos horas de mão dada enquanto conversávamos ou caminhávamos.
Tantos dias sem ti, por vezes julgo que isto é tudo mentira, que não passou de um pesadelo daqueles que cortam a respiração, e que estás cá, junto de mim.
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Adoro tu....sempre!

Fácil....

« É tão fácil não gostar. Não querer. Não correr. Permanecer naquilo que já conhecemos. Que não nos surpreende. Saber de cor os dias. e ter as noites controladas. Ter o passo seguinte traçado e o caminho meio rabiscado. É tão simples prescindir e não lutar. É tão fácil querer viver no vazio. É simples esquecer sentir. Optar não tentar.

É tão parvo não gostar quando se gosta. É idiota não querer quando se quer. É estúpido não arriscar. É triste o medo ganhar.

É pequenino não querer ser grande. ».

Rita Leston