Avançar para o conteúdo principal

Até parece...


Tenho saudades do mar, da praia, da areia, de uma boa caminhada, de ouvir o barulho das ondas.

Claro, claro que o posso fazer, aliás nem tenho desculpa para não o fazer já que vivo numa praia fantástica, mas falta-me o melhor, o mais essencial para essa caminhada ser 1000 estrelas: o meu avô, o meu eterno melhor amigo, o meu melhor confidente, o mais divertido de todos, o mais cumplice das risadas, o mais doce, o mais fiel, o único que me aceitava como sou e não fazia juizos de valor sobre aquilo que não era, o único que sabia tudo sobre mim, o único que confiava para as minhas dúvidas pois sabia que mesmo que não me pudesse ajudar nas respostas ouvia-me, o único que não me exigia nada e estava sempre pronto para um abraço de tristeza ou vitória, o único que via mais como um pai do que um avô.

O meu avô faz-me tanta falta...só com ele estes passeios tinham sentido!
Mas este sentido não tem explicação por palavras, por mais que tente não flui para um papel e muito menos para uma pagina de blog, simplesmente porque não dá, simplesmente porque é impossível.

A vida segue, já passaram 4 anos desde a sua partida, mas o vazio continua cá, e sei que por mais que viva esta dor se vai amenizando, mas nunca vai passar, porque sou a neta mais priveligiada do planeta, porque com o meu avô aprendi tanto! Aprendi a fazer artesanato, aprendi a escutar, aprendi a dar valor ao que me rodeia, aprendi a acreditar em muitas coisas que desconhecia, aprendi a sorrir.

Faz-me falta o cheiro da maresia...acompanhada pelo meu fantástico avô.

Comentários

  1. :(( custa tanto perder amigos assim... beijocas linda

    ResponderEliminar
  2. mas com duas pataniscas lindas e uma praia maravilhosa, pode n ser a mesma coisa, mas que é magnifico na mesma é.

    bjs
    rute

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Concorda, discorda, sei lá,mas deixa aqui a tua opinião!

Mensagens populares deste blogue

Lados

Ha sempre dois lados em cada história. Um dos mais desafiantes sentidos da nossa personalidade (para quem a tem) é sermos capazes de nos colocar do outro lado. Pode ser algo demorado. Pode demorar o tempo de sabermos a historia tal como ela é. Sem rodeios. Sem espinhas. Depois é so tirarmos as nossas conclusoes.

Ecos em palavras

Não me envergonho deste amor pela escrita. Não tenho porque o fazer sequer...sou assumida em tudo o que faço e gosto, temos pena! Com o lançamento e publicação do meu livro aprendi que nunca é tarde para as nossas vontades serem satisfeitas. Era uma vontade com 8 anos e meio, na verdade o livro estava escrito desde 2006, mas foi ficando lá por casa, espalhado entre móveis e pc´s. Ia escrevendo à medida da minha vontade. Se estivesse junto do pc escrevia mais um e outro parágrafo do que já estava escrito, mas se estivesse sem acesso ao pc escrevia em papéis, guardanapos de papel, post-it´s....sempre que me ocorria qualquer coisa que pudesse acrescentar mais sentido a tantas letras... Nunca reli o que ia escrevendo, sentia o eco das palavras assim que as idealizava em papel. Pouco ou nada me importo com o que pensam sobre o que lêem, da mesma maneira que pouco ou nada me importo com o que pensam a meu respeito. Julgamentos e opiniões não são problema meu mas de outras pessoas....