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Gostava de...


...ter sido o que tinha idealizado ser, em tempos ou anos de adolescência. Gostava que me tivessem dado ouvidos, que tentassem ter percebido o porquê das minhas escolhas, gostava que tivessem respondido "se calhar não é o melhor para ti mas vai...tenta, segue o teu caminho", gostava de ter tido a oportunidade de ter tentado aquilo que achava que me fazia feliz, gostava de poder admitir em qualquer altura da minha vida que não foi bom, que não escolhi bem, que deveria ter dado ouvidos, gostava de afirmar hoje que escolhi bem o meu caminho, gostava de agradecer hoje o facto de não me terem deixado seguir o meu caminho.

Gostava de continuar a pensar igual ao que penso hoje...daqui a 15 ou 20 anos quando for confrontada com as escolhas de vida das minhas filhas. Não sei o que reserva o dia de amanhã (ninguém sabe) mas sei que não vou proibir, sei que não vou criticar as escolhas delas por mais estúpidas que possam parecer, sei que vou estar ao lado delas...para tudo!

Infelizmente hoje não posso agradecer nada a ninguém...poderia fazer muitas coisas mas agradecer não, de todo...

Comentários

  1. O problema da vida é que nunca sabemos se o que escolhemos ser, ou o que fizemos foi o mais acertado... nunca há certezas de nada, por isso acho que o mais importante é segurimos a nossa vontade... e se errarmos, que tentemos de novo

    jocas

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  2. ... é... por vezes o facto de nos amarem e de nos kererem tanto acabam por nos atrufiar e impedir-nos de seguir com akilo k NÓS axamos ser o melhor. Ninguém é perfeito e todos temos o direito a errar, a viver, a experimentar, a bater com a cabeça!
    Não é isto a vida?!? E kem nunca errou k atire a 1.ª pedra!
    São tb esses ensinamentos k nos fazem ser o k somos hoje! Primaça, tu és uma pessoa fantástica e eu tenho muito orgulho em ti!
    Andreia

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Ecos em palavras

Não me envergonho deste amor pela escrita. Não tenho porque o fazer sequer...sou assumida em tudo o que faço e gosto, temos pena! Com o lançamento e publicação do meu livro aprendi que nunca é tarde para as nossas vontades serem satisfeitas. Era uma vontade com 8 anos e meio, na verdade o livro estava escrito desde 2006, mas foi ficando lá por casa, espalhado entre móveis e pc´s. Ia escrevendo à medida da minha vontade. Se estivesse junto do pc escrevia mais um e outro parágrafo do que já estava escrito, mas se estivesse sem acesso ao pc escrevia em papéis, guardanapos de papel, post-it´s....sempre que me ocorria qualquer coisa que pudesse acrescentar mais sentido a tantas letras... Nunca reli o que ia escrevendo, sentia o eco das palavras assim que as idealizava em papel. Pouco ou nada me importo com o que pensam sobre o que lêem, da mesma maneira que pouco ou nada me importo com o que pensam a meu respeito. Julgamentos e opiniões não são problema meu mas de outras pessoas....