Avançar para o conteúdo principal

A arte de Ser


(imagem da net)

Sem fórmulas exatas, sem modo de serem calculadas, todos temos poder.
Temos o poder de pensar e de escolher, ou será decidir? o que é bom ou menos bom para nós.
Temos a legitimidade de poder dizer, mesmo só para a nossa conciência, “eu posso”.
Porque de facto podemos...
Podemos impor sorrisos quando os pensamentos menos bons nos invadem a memória.
Podemos virar do avesso as nossas fraquezas e torná-las em novos hábitos, novas vontades.
Podemos ser felizes de forma realista e não idealizada.
Aceitar que não podemos ter tudo e usufruir do que simplesmente...temos!
E não custa nada pensarmos no que temos....e temos tanto!
Acho que a origem da maioria das frustrações é idealizarmos castelos sem sabermos se algum dia teremos caminho para chegar a eles.
De que vale querermos uma fortuna em bens materiais se formos solitários? Quem disse que a fortuna dará felicidade?
De que vale às mulheres idealizarem o homem perfeito de cabelo louro, olho azul, corpo escultural se não tem nada a ensinar, nada a partilhar?
De que vale aos homens idealizarem a mulher perfeita, linda fisicamente, capa de revista, de fazer parar o trânsito, mas com uma inteligência limitada ao ponto de vista estético?
De que vale idealizar a felicidade como se fosse uma trâmite legal?
De que vale queremos ser amados se não nos amamos em primeiro lugar?
De que vale...exigir de outros o que não somos?
Pois, não sei responder, em contrapartida sei o que me move, o que faz respirar, o que dá brilho aos meus olhos e à minha vida.
Vida!
Chamem-lhe orgulho, prepotência, arrogância, mania até....cada um usa os rótulos que quer.
Eu uso o rótulo com o qual me identifico...amor próprio, certeza de quem sou e do que quero ser.

Comentários

  1. E isso faz de ti o especial que és e isso...é tudo não é?

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Pois eu querida Autora, ando a aprender a fazer parte do que descreveste. Psicologia Invertida, dizem... e está a resultar!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Concorda, discorda, sei lá,mas deixa aqui a tua opinião!

Mensagens populares deste blogue

Escrever...

Quando dou conta das visitas ao meu blog fico mentalmente parada. Vi que passaram das 70.000 visitas. Sei, o que é que isso importa? Para mim importa tudo. Não escrevo com regras, acredito que existam regras na escrita, por vezes até acho que escrever sobre nós próprios se pode revelar algo de egocêntrico, ou ser interpretado como uma vaidade qualquer, afinal é em torno do nosso umbigo, eu, eu, eu.... Corro esse risco, no entanto o que sinto é que quem me lê não o faz pelo facto de escrever bem mas porque o que escrevo se encaixa com o que pensam ou sentem, deve haver qualquer coisa em qualquer post com a quel se identifiquem, e isso chega para que me sinta mais e mais motivada a escrever. Quem não conhece nem sabe da existência de blogs não tem noção do quanto é uma terapia....escrever! Seja uma atitude altruísta ou não todos temos necessidade de nos recolhermos mas de nos expressarmos. Expressar o que pensamos, o que sentimos, o que tememos, o que nos faz feliz é um dir...

(a importãncia do) Mimo

(imagem do google) Há quem defenda que o mimo não é um afecto, mas um exagero. Afecto ou mimo, a meu ver, são uma necessidade. Não tem limite máximo de idade. Não tem limite de dosagem por dia. Não tem que ser oposto a educação. Uma coisa não invalida outra. Dou sim mimo às minhas filhas, muito! Mas não descuro a educação nunca! Incuto os valores a ter em conta para serem parte integrante de uma sociedade, mas porque não o posso fazer sim com muito afecto? Quem tem o direito de julgar o mimo? É melhor assistir às parvoíces sobre imagens chocantes de violência? Pois deve ser... Da parte que me toca: Foi no meu ventre que foram geradas, que cresceram, que mexeram, que viveram alegrias e tristezas, mas acima de tudo foi no meu ventre que sentiram o meu amor. Foi no meu peito que mamaram. Foi no meu ombro que bolsaram. Será sempre no meu colo que ficarão, por tempo indeterminado. Sou a mãe delas! Ninguém sabe, nem ouse sequer supor em saber, o quanto as amo. Dou-lhes...

Lados

Ha sempre dois lados em cada história. Um dos mais desafiantes sentidos da nossa personalidade (para quem a tem) é sermos capazes de nos colocar do outro lado. Pode ser algo demorado. Pode demorar o tempo de sabermos a historia tal como ela é. Sem rodeios. Sem espinhas. Depois é so tirarmos as nossas conclusoes.