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Que pequena sou...que pequena me sinto

(imagem da net)

Nos últimos 5 dias de internamento da minha pequena-maior conheci uma mãe-coragem e uma menina-guerreira.
A empatia entre nós as quatro foi à primeira vista, dentro do difícil que foram aqueles dias, foram momentos de cumplicidade entre as pequenas que brincavam na cama uma da outra mesmo com as enfremeiras a resmungarem, eu e aquela mãe-coragem fazíamos “turnos” para o banho ou refeições, e quando podíamos iamos juntas ao bar, tomar café ou conversar um bocadinho.
Quando a minha pequena-maior teve alta elas ficaram. Temos mantido o contacto. Com a mãe por telemóvel, e com a menina-guerreira tenho falado através de chat. Com os seus 10 anos dá-me a conhecer as novidades que vai vivendo, os medos que sente, as vitórias que vai conquistando...
Hoje encontramo-nos no hospital. A minha pequena-maior foi a uma consulta de rotina e estive com elas.
Fiquei feliz de as rever, mas confesso que fiquei muito triste também.
Há situações que não deveriam ser permitidas.
Há condições que deveriam ser impostas nesta lei da vida, ou da natureza, ou o que queiram interpretar.
Mas isto não é justo.
Elas iam hoje para casa...passar o Natal e comemorar o novo ano que se aproxima.
Elas estavam felizes, iam para casa!
Tentei parecer feliz, juro que tentei, mas não consegui disfarçar o aperto que senti, a raiva, a revolta...
Queria tanto vê-la bem...
Despediu-se de mim a sorrir “não estou no facebook logo à noite, estou no avião, mas amanhã falamos quando estiver em casa”. Devolvi o sorriso, dei-lhe um abraço apertadinho, e saí...a fugir de pânico que me visse chorar.
Merda para isto.
Depois, e não tem nada a ver, mas até tem...oiço queixumes de várias partes, de várias pessoas.
Que a vida tá difícil.
Que o subsidio de Natal foi cortado.
Que os combustíveis estão caros.
Que o Iva vai aumentar.

Sinceramente...não quero saber, não me importo com nada que seja material, até digo mais...puta que pariu o dinheiro, os materiais, as “coisas”.
Devemos TODOS agradecer por ter saúde, isso sim é que importa.
Não é justo.
Não deveria ser permitido nenhuma criança sofrer, passar por tudo isto...não mesmo.
Que pequena me sinto...

Comentários

  1. Não deve ser nada fácil ver os pequenos passar por provas tão duras qd deviam estar a brincar, estudar, a passear na praia...
    A saúde é sem duvida o que mais importante podemos ter!!

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  2. Não é fácil conviver com histórias assim, realmente é um sentimento de pequenez, de impotência que nos atinge, tudo o resto deixa de fazer sentido. Fico sem palavras e sempre de lágrimas nos olhos...
    bjs grandes

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  3. ;(;( À medida que li o teu post, as lágrimas caíam-me... não consigo compreender nem aceitar este facto! As crianças n!!! São puras, inocentes e pouco viveram...não merecem sofrer ;(

    Beijinho grande e continua a ser como és porque me parece que, mesmo sem quereres, já ajudas (e muito, muita gente).

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  4. Ai Autora, que este teu post também me deixou pequenina, pequenina... :( Cada vez mais em convenço que existem pessoas com as prioridades muito trocadas. De que vale ter dinheiro e mais dinheiros, mil casas e mil carros se não houver saúde? A saúde deveria ser o mais importante e mais valorizado por todos. Mas anda tanta gente enganada por esse Mundo fora...

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  5. Podes crer amiga, podes mesmo crer... existe tanta gente preocupada com estas futilidades da vida q quando se veem metidas numa cama de hospital percebem q teem andado a dar valor a tudo o q n interessa...

    custa tanto ter um filho no hospital, custa tanto ver uma criança doente sem poder brincar sem poder correr, custa tanto...

    a vida n são gasolinas, nem subs e muito menos compras de natal... a vida é saber dar valor a podermos ser livres de saude e felizes... pena q mt gente n olhe mais alem do q a propria carteira bah

    jokas grandes

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  6. Gostei de te ler e senti o aperto.....concordo com tudo.....haja saúde e que as crianças não sofram....não podem, não merecem, não nasceram para isso.....enfim...haja saúde!

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  7. É bem verdade mas infelizmente não somos nós que mandamos nem controlamos. É muito duro, muito injusto... Lamento muito. Mas mesmo com tanto sofrimento à nossa volta ainda à quem não aprenda e ande numa vida desenfreada sem amor, nem afectos porque o importante são os bens materiais e afins. É triste.
    Fico muito Feliz por essa família poder passar esta época festiva em casa. Nada é mais triste que estar num hospital...
    Beijinho prima

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