Avançar para o conteúdo principal

Uma questão de educação

Por vezes tenho receio de não ser capaz de educar as minhas filhas do melhor modo.

Sabemos que a educação é um dos (talvez maior) pilares do desenvolvimento humano, e é aí que entra este meu receio.

Os meus pais deram aos seus filhos a melhor educação que sabiam, no entanto a minha foi sempre à base da proibição e da limitação. Quando não era probido era muuuuuito limitado, por vezes não se distinguia uma coisa da outra.

De nada me valia dizer a verdade porque, lá está....o meu pai proibia à mesma :)

Volta e meia andava a minha mãe a ajudar-me nos esquemas, e quando ele descobria em vez de um sermão tinhamos dois: um para mim outro para ela.

Por não querer que as minhas filhas passem pelo mesmo tenho receio de falhar, pelo inverso.

Por ter passado uma infância muito controlada (na altura a diabetes era um bicho de10000 cabeças) não participava em actividades que os meus colegas de escola participavam.

Claro...comecei a participar também, às escondidas...lá está!

É possível crescer desta forma, até porque os anos vão passando e temos mesmo que crescer, mas nunca esquecemos estas lacunas na nossa infância.

Há quem defenda que o nosso cérebro escolhe o que quer (re)lembrar...

Espero ter meio termo suficiente para não errar por defeito...nem por excesso...

Comentários

  1. Olá
    todos os pais gostariam de saber qual a dose certa para educar os filhos...mas não existe, cada filho é um ser individual e a cada filho corresponde por vezes diferentes tipos de educação, condicionado pela sua personalidade e por tudo aquilo que o rodeia.
    O melhor é mesmo tentarmos ser justos e correctos com os nossos filhos, tentar ver as coisas com clareza. por vezes o nosso amor por eles faz com que os protejamos demais e ai temos que contrariar o nosso coração, afinal temos que os preparar para a vida, para serem adultos.
    Sei que tu farás o teu melhor para o bem e crescimento das tuas filhas, errar todos erramos, mas tb aprendemos com os nossos erros.
    Não stresses á medida que as coisas vão surgindo na vida delas tenta resolver da forma mas correcta e justa e respeitando a individualidade delas.
    Beijocas
    Mariakida

    ResponderEliminar
  2. Olá,

    mais uma vez obrigada pelo convite;)

    Tal como tu, eu tenho esse receio de educar mal as minhas filhas. Por vezes o meu marido diz-me k sou demasiado exigente com a Pitinhas( a mais velha), k ela é apenas uma criança, blá blá blá...mas acho que de pequenino se torçe o pepino, sou exigente sim mas tento ser o mais justa possivel, quero o melhor para ela.
    O futuro o dirá.
    A ver vamos...


    Bjos, Magui

    ResponderEliminar
  3. Olá amiga,

    A educação é sem duvida um dos maiores pilares da vida...
    Contudo, é muito difcil nos guiarmos por uma unica teria sobre este assunto...
    Cada criança é cada criança, cada mãe/pai, é como é...
    Cada dia é um dia... e cada fase da criança é única...
    isto tudo cruzado... dá um carrocel diário... porque o que decidomos hoje, amanhã já não decediriamos assim...
    Tudo está em constante mudança...
    Um dia de cada vez, uma decisão de cada vez...

    beijinhos

    ResponderEliminar
  4. educar os filhos é uma tarefa ardua nos dias que correm, será que faço bem, será q faço mal. Ttb tenho medo de pecar pelo excesso, mas á coisas de que tenho mt receio, principalmente para o ano em que a beatriz vai para a escola publica. Já ando a tremer

    bjs
    rute

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Concorda, discorda, sei lá,mas deixa aqui a tua opinião!

Mensagens populares deste blogue

Escrever...

Quando dou conta das visitas ao meu blog fico mentalmente parada. Vi que passaram das 70.000 visitas. Sei, o que é que isso importa? Para mim importa tudo. Não escrevo com regras, acredito que existam regras na escrita, por vezes até acho que escrever sobre nós próprios se pode revelar algo de egocêntrico, ou ser interpretado como uma vaidade qualquer, afinal é em torno do nosso umbigo, eu, eu, eu.... Corro esse risco, no entanto o que sinto é que quem me lê não o faz pelo facto de escrever bem mas porque o que escrevo se encaixa com o que pensam ou sentem, deve haver qualquer coisa em qualquer post com a quel se identifiquem, e isso chega para que me sinta mais e mais motivada a escrever. Quem não conhece nem sabe da existência de blogs não tem noção do quanto é uma terapia....escrever! Seja uma atitude altruísta ou não todos temos necessidade de nos recolhermos mas de nos expressarmos. Expressar o que pensamos, o que sentimos, o que tememos, o que nos faz feliz é um dir...

(a importãncia do) Mimo

(imagem do google) Há quem defenda que o mimo não é um afecto, mas um exagero. Afecto ou mimo, a meu ver, são uma necessidade. Não tem limite máximo de idade. Não tem limite de dosagem por dia. Não tem que ser oposto a educação. Uma coisa não invalida outra. Dou sim mimo às minhas filhas, muito! Mas não descuro a educação nunca! Incuto os valores a ter em conta para serem parte integrante de uma sociedade, mas porque não o posso fazer sim com muito afecto? Quem tem o direito de julgar o mimo? É melhor assistir às parvoíces sobre imagens chocantes de violência? Pois deve ser... Da parte que me toca: Foi no meu ventre que foram geradas, que cresceram, que mexeram, que viveram alegrias e tristezas, mas acima de tudo foi no meu ventre que sentiram o meu amor. Foi no meu peito que mamaram. Foi no meu ombro que bolsaram. Será sempre no meu colo que ficarão, por tempo indeterminado. Sou a mãe delas! Ninguém sabe, nem ouse sequer supor em saber, o quanto as amo. Dou-lhes...

Lados

Ha sempre dois lados em cada história. Um dos mais desafiantes sentidos da nossa personalidade (para quem a tem) é sermos capazes de nos colocar do outro lado. Pode ser algo demorado. Pode demorar o tempo de sabermos a historia tal como ela é. Sem rodeios. Sem espinhas. Depois é so tirarmos as nossas conclusoes.