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O que ela precisa...

Há uns anos atrás (precisamente há 3) a minha pequena-maior disse que precisa de 3 coisas para ser feliz!
Contabilizando bem ela tinha na altura 2 anos e meio.
O que a fazia feliz era:








(1) Um mp3








(2) Um cãozinho de bolso








(3) Uma mana

Posto isto o mp 3 resolveu-se no imediato!
A mana...demorou muito tempo para vir, mas veio!
O cãozinho de bolso...esse...chegou ontem!

Posso afirmar que tenho uma filha feliz!

(É importante) Sorrir

...só porque me questionaram ontem como conseguia falar de um facto tão doloroso com um sorriso nos lábios, lembrei-me de escrever sobre o sorriso. Não o riso, o sorriso.

Quando rimos reagimos a algo que nos faz feliz naquele instante, nos torna extrovertidos.
Quando sorrimos fazemo-lo em silêncio e normalmente dura um pequeno instante mas por vezes tem um valor incalculável (recordo com muitas saudades o sorriso do meu avô, os vários sorrisos das minhas filhas quando eram bebés de dias, que me encantavam e orgulhavam só, pelo simples facto, de estarem a sorrir, mesmo de forma ainda involuntária).

Gosto de ambos: do riso e do sorriso. Gosto do poder de umas boas gargalhadas, de prefencia sucessivas (embora considere o meu riso impróprio para certos expectadores já que se ouve a metros) mas admito que sorrio muito mais, por vezes enquanto ouço uma música ou reveja uma foto, ou até por nada em especial.

Considero o sorriso muito poderoso, muitas vezes conseguimos sorrir apenas com o o…

Sensação de Missão Cumprida

Recados animados


É a que sinto.

A minha participação correu muito bem, assim como de toda a mesa constituída por uma médica obstétrica, uma enfermeira-chefe de internamento na obstetrícia, a minha pessoa e um psicólogo muito simpático.

Abordei, enquanto testemunho, as emoções que se sofrem na maternidade, no caso especial de morte fetal a passagem violenta de um estado de alegria para tristeza profunda.

Sinto que correu muito bem.

E missão cumprida porquê?

Porque o que gostaria de ter dito a um médico há 4 anos atrás disse hoje! Tudo na vida tem o seu tempo, o meu chegou hoje. Não traz, infelizmente, a minha filha de volta mas alerta estes profissionais de saúde que há maneiras menos próprias para se lidar com a má notícia.

A minha filha esteve sempre comigo, desta vez consigo imaginá-la a bater palminhas de orgulho da mãe por esta não chorar por ela...mas sim sorrir quando fala dela!

Obrigada primaça!

Já disse que sou uma sortuda? Que tenho a melhor prima do mundo?

II Colóquio de Enfermagem no Hospital Santo André (Leiria)

Irei amanhã participar deste colóquio, vou dar o meu testemunho enquanto mãe que passou por uma morte fetal.
É uma honra poder fazê-lo e também uma grande responsabilidade já que irei dar voz a tantas mães que passaram por esta cruel realidade, por esta dor sufocante do insitente silêncio sobre o tema.
Quero e vou transmitir a minha história, dar a conhecer a minha filha, tentar sensibilizar médicos e enfermeiros para a importância do lado humano...tantas vezes esquecido...assim como dar a conhecer a Artémis.

Estou ansiosa, nervosa, mas acima de tudo FELIZ porque vou falar da minha filha!!!

Gostava de...

...ter sido o que tinha idealizado ser, em tempos ou anos de adolescência. Gostava que me tivessem dado ouvidos, que tentassem ter percebido o porquê das minhas escolhas, gostava que tivessem respondido "se calhar não é o melhor para ti mas vai...tenta, segue o teu caminho", gostava de ter tido a oportunidade de ter tentado aquilo que achava que me fazia feliz, gostava de poder admitir em qualquer altura da minha vida que não foi bom, que não escolhi bem, que deveria ter dado ouvidos, gostava de afirmar hoje que escolhi bem o meu caminho, gostava de agradecer hoje o facto de não me terem deixado seguir o meu caminho.

Gostava de continuar a pensar igual ao que penso hoje...daqui a 15 ou 20 anos quando for confrontada com as escolhas de vida das minhas filhas. Não sei o que reserva o dia de amanhã (ninguém sabe) mas sei que não vou proibir, sei que não vou criticar as escolhas delas por mais estúpidas que possam parecer, sei que vou estar ao lado delas...para tudo!

Infelizmen…

Alma cheia

Tive uma semana pesada. Levar trabalho do trabalho para fazer em casa. Deitar tarde. Levantar ainda mais cedo que o normal.Chegar tarde a casa. Toda a semana.

As viagens de regresso a casa...essas têm sido "violentas". O sono tem insistido em querer apoderar-se na minha condução, o que fez com que passasse o caminho para casa a abrir as janelas do carro (para apanhar vento no focinho), colocar a música do rádio em volume considerado alto (numa imitação rasca de bimba-girl).

Eis que chego a casa.
Por mais cansaço que tenha este fica adormecido quando abraço as minhas filhas, na verdade estou a abraçar o mundo, pois mais nada nem ninguém existe para mim naqueles momentos.
Apenas existimos as três.

Não tenho muito na vida, mas tenho a alma cheia quando estou na companhia das minhas crias!E é tão bom viver com a alma cheia.